Porto Medieval

Catedral
Imagem:  Marisa PinheiroCC BY-NC-SA - Alguns Direitos Reservados

​A origem do Porto está relacionada com o Morro da Sé, sobranceiro ao Douro, onde foram identificados vestígios do antigo povoado proto-histórico. A romanização trouxe grande impulso à cidade que, durante o período visigodo, foi elevada a sede de bispado. Sofreu forte retrocesso após as invasões árabes, tendo o seu território sido reocupado por Vímara Peres, em finais do séc. IX. 

D. Teresa, mãe do primeiro rei de Portugal, fez doação do couto do Porto ao Bispo D. Hugo, o qual, em 1123, lhe outorga a primeira carta de foral. O desenvolvimento da actividade comercial conduz à progressiva urbanização da zona ribeirinha e, na segunda metade do séc. XIV, o burgo é envolvido por uma segunda cinta de muralhas. O comércio com o exterior cresce, não só em direcção às cidades portuárias do norte da Europa, mas também para o Mediterrâneo.

O controlo dos recursos da cidade, nomeadamente dos rendimentos da actividade portuária, fez surgir um conflito entre o Bispo e a Coroa. A construção da Alfândega, em 1324, representou um rude golpe nos interesses do Bispo. Em 1405, D. João I transfere para a Coroa a jurisdição do burgo, numa época de consolidação do poder local, apoiado pela burguesia mercantil. A abertura da Rua Nova marca nova fase no urbanismo da cidade e a sua localização reflecte a importância atingida pela zona baixa, que funcionou, até ao século XX, como principal pólo comercial.

O Porto medieval foi berço de Afonso Martins Alho (negociador do Tratado com a Inglaterra), do Infante D. Henrique (o Navegador) e de Pero Vaz de Caminha (o autor da “Carta do achamento do Brasil”)

 
 

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Data publicação 13-10-2014